Por que o sexo anal ainda é um tabu?
Por: Ricky Hiraoka
Em sua lista de desejos, a publicitária Renata tem uma pequena fantasia a ser realizada: sexo anal. Nem é um pedido dos mais complicados, mas aponta para um fato curioso – ela faz parte de um enorme contingente de mulheres que nunca transaram pelo lado B.
De acordo com uma pesquisa da Universidade de Indiana divulgada em 2010, 21% das americanas entre 18 e 25 anos já experimentaram essa forma de prazer. No Brasil, os índices são menores: só 12,9% das brasileiras na mesma faixa etária se aventuraram na área, segundo dados da pesquisa Mosaico Brasil, comandada pela sexóloga Carmita Abdo em 2008.
De acordo com uma pesquisa da Universidade de Indiana divulgada em 2010, 21% das americanas entre 18 e 25 anos já experimentaram essa forma de prazer. No Brasil, os índices são menores: só 12,9% das brasileiras na mesma faixa etária se aventuraram na área, segundo dados da pesquisa Mosaico Brasil, comandada pela sexóloga Carmita Abdo em 2008.

A predominância da cultura judaico-cristã, que prega o sexo como meio de reprodução, a falta de informação e os mitos envolvendo medo e dor estão entre os fatores que explicam a baixa adesão ao sexo anal. “A grande maioria dos programas de educação sexual não inclui nenhuma orientação sobre o assunto. E quando ele é citado geralmente leva a ideia de ser mais degradante do que prazeroso”, explica o urologista Celso Marzano, autor do livro O Prazer Secreto (Editora Éden).
AS NEOVIRGENS
A sexóloga Ana Canosa acredita que o sexo anal hoje tem a mesma importância que a virgindade tinha algum tempo atrás. Para ela, as mulheres agora reservam o anal para parceiros confiáveis e para ocasiões especiais. “Com a liberação sexual, foi o que restou para elas guardarem. É como se as mulheres ainda se preservassem para um príncipe encantado”, admite a especialista.
Quem venceu todas essas barreiras usou de muita intimidade.
Segundo a terapeuta sexual Jaqueline Blender, a prática é daquelas que exigem confiança e cumplicidade. “A maioria dos brasileiros quer. Mas tanto homens quanto mulheres idealizam esse momento como sendo único”, esclarece.
Segundo a terapeuta sexual Jaqueline Blender, a prática é daquelas que exigem confiança e cumplicidade. “A maioria dos brasileiros quer. Mas tanto homens quanto mulheres idealizam esse momento como sendo único”, esclarece.

PARA OUTRA HORA
A terapeuta sexual Jaqueline Blender diz que é essencial que a prática seja vista como afrodisíaca. Por isso é preciso erotizar a área. “Para desvincular a ideia de dor, a mulher precisa desenvolver memórias de prazer. Cabe ao homem estimular o nervo pélvico, situado nessa região, com a língua, por exemplo, o que será muito bom. Depois de repetir essas brincadeirinhas, aí chegou a hora de introduzir um dedo, ou quem sabe um brinquedinho.” Pois, ao contrário do que se diz, essa é uma experiência proveitosa para elas.
O orgasmo feminino é potencializado pela estimulação genital durante o sexo anal somada ao efeito da fantasia excitante de ser penetrada. De acordo com a sexóloga Carla Cecarello, para os homens o grande atrativo é a pressão que o ânus, por ser mais apertado do que a vagina, exerce sobre o pênis, o que “aumenta o grau de excitação. Além disso, dá a sensação de que eles estão no comando [pelo menos naquela noite]”.
O orgasmo feminino é potencializado pela estimulação genital durante o sexo anal somada ao efeito da fantasia excitante de ser penetrada. De acordo com a sexóloga Carla Cecarello, para os homens o grande atrativo é a pressão que o ânus, por ser mais apertado do que a vagina, exerce sobre o pênis, o que “aumenta o grau de excitação. Além disso, dá a sensação de que eles estão no comando [pelo menos naquela noite]”.
PARA UM ANAL PERFEITO
O que usar?
Gel à base de água. Nada de vaselina, hidratante, manteiga, creme de barbear ou mesmo shampoo. Esses produtos podem causar irritação e estourar a camisinha.
A melhor posição?
Para as iniciantes: “de ladinho”. Facilita a troca de carícias – assim se pode facilmente estimular o clitóris com a mão.
A dor?
O comprimento do pênis geralmente não causa desconforto, pois os esfíncteres musculares relaxam e dilatam. Já quanto ao diâmetro: se for muito grande, pode causar dor. Nesse caso o relaxamento e a dilatação devem ser lentos, cuidadosos e por um tempo maior.
E as doenças?
A mucosa anal absorve mais facilmente os agentes causadores das DSTs, já que há a possibilidade de pequenos traumas causados por falta de lubrificação. Ou seja, sem preservativo, nãããooo.
Beijos!, fonte: @glossonline
Gel à base de água. Nada de vaselina, hidratante, manteiga, creme de barbear ou mesmo shampoo. Esses produtos podem causar irritação e estourar a camisinha.
A melhor posição?
Para as iniciantes: “de ladinho”. Facilita a troca de carícias – assim se pode facilmente estimular o clitóris com a mão.
A dor?
O comprimento do pênis geralmente não causa desconforto, pois os esfíncteres musculares relaxam e dilatam. Já quanto ao diâmetro: se for muito grande, pode causar dor. Nesse caso o relaxamento e a dilatação devem ser lentos, cuidadosos e por um tempo maior.
E as doenças?
A mucosa anal absorve mais facilmente os agentes causadores das DSTs, já que há a possibilidade de pequenos traumas causados por falta de lubrificação. Ou seja, sem preservativo, nãããooo.
Beijos!, fonte: @glossonline
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